Hoje completo 2 semanas de meu landing e vou passar um pouco da impressão que tive até agora. Já conhecíamos Toronto, mas a visão que temos como turista, por mais que tenhamos vindo ao Canadá depois do início de nosso processo de imigração e, portanto, com olhar mais crítico que de um turista comum, acabamos não prestando atenção aos detalhes que só vemos com a rotina diária.

É claro que sabia que a diversidade cultural em Toronto era grande mas não tinha idéia que era tanto… Quando lemos que a população de Toronto é formada por 50% de imigrantes, acabamos supondo que os outros 50% são canadenses, quando na realidade temos os primeiros 50% de imigrantes recém chegados, que formam a primeira geração no país e os outros 50% são também imigrantes mas já de uma segunda ou terceira geração no país. Original mesmo, daqueles purinhos, não vejo nenhum. Só tem estrangeiro!

Uma coisa muito legal nisso é a quantidade de feições, línguas, roupas diferentes. A cada grupinho que passa você vê fisionomias diferentes, uma língua diferente, roupas diferentes, todos convivendo em harmonia. Uma coisa que percebi é que não importa se o cara está de terno rosa, tem cabelo laranja, usa turbante, ninguém parece se importar. É cada um na sua. No Brasil basta uma peça de roupa menos convencional para todos olharem pra você na rua e fazerem piada. Percebi um respeito muito grande à diversidade.

Outra coisa ótima pra quem é corajoso é a culinária. Temos um restaurante chinês, ao lado um indiano, um grego, um tailandês e um pizza hut. Tem de tudo por aqui, reflexo da população.

Um ponto crítico de toda essa diversidade sem dúvida são os sotaques. São indianos, chineses, iranianos, gente de todas as partes falando de formas completamente diferente uns dos outros. Até acostumar os ouvidos a coisa é bem complicada. Nós, mal ou bem, quando aprendemos o inglês tentamos imitar a pronúncia americana ou britânica, esses caras falam inglês como se estivessem falando a língua deles. Tem hora que realmente ficamos na dúvida se é inglês mesmo que eles estão falando. Um desses ao telefone? Que delícia! Ainda melhor… week vira veek, work vira vorrrrrrk e você que se vire pra entender.

Mas é uma experiência única que desejo a todos que nos lêem.

Um abraço.

Antes de começar preciso pedir desculpas a todos que vieram antes de mim… Reclamei muito de cada um de vocês por demorarem a dar notícias da chegada. Agora entendo os motivos da demora. Me desculpem!

Vamos ao que interessa. Saí do Rio de Janeiro às 20h do dia 7 de junho. Peguei um voo da American Airlines do Rio para Miami. Cheguei a Miami às 4h da manhã do dia 8 e descobri que meu voo Miami-Toronto havia sido cancelado. Seria motivo suficiente para reclamações (não que eu tenha o costume de reclamar), mas neste caso em particular foi motivo de comemoração. Como comprei minha passagem com milhas este havia sido o único voo oferecido e por mais que quisesse não havia como trocar de voo sem pagar $200 de multa por isso. Com o cancelamento tive a oportunidade de trocar de voo sem custo. Todo esse esforço para poder passar ao menos um dia com a Iris, que a essa altura já estava há mais de 1 mês nos Estados Unidos. Pedi para trocarem a passagem para o último voo do dia, de forma a aproveitar ao máximo minhas poucas horas com ela…

Ela me pegou no aeroporto e passamos o dia juntos. Foi ótimo matar um pouco da saudade. Ao final do dia ela me levou de volta ao aeroporto para a segunda metade de minha jornada. Cheguei a Toronto às 23.30, aeroporto deserto, encarei uma fila de mexicanos que havia sido enviado para uma segunda entrevista e quando chegou minha vez o policial pegou meus documentos e gritou pros outros policiais “ainda tem alguém pra fazer um landing?”. Alguns minutos depois apareceu um outro policial pra me atender e fazer provavelmente o seu último landing do dia. Não quis saber detalhes de onde eu iria ficar, só perguntou se eu tinha dinheiro mas nem quis saber quanto, carimbou meu passaporte e me liberou. Sem dúvidas, foi mais fácil do que imaginava.

Saindo do aeroporto, havia um taxista na porta e perguntei se ele poderia me levar a North York. Ele disse que sim. Abriu a mala do carro, tentou levantar minha mala e não conseguiu, então falou “eu posso te levar, mas você vai ter que colocar as malas no carro”. Coloquei minhas “malinhas” no carro e em 30 minutos já estava confortavelmente acomodado em um sofá.

Assim termina a aventura do landing.

Prometo em breve postar minhas primeiras impressões.

Me desculpem pela demora.

Abraço.

Após 2 semanas sem dar notícias, passo por aqui apenas pra avisar que estamos bem, que o sonho continua vivo e a cada dia mais perto.

Estou muito feliz em saber que as timelines estão andando. Vários amigos tiveram boas notícias nessas 2 semanas. Parece que fizeram uma arrumação nos móveis do consulado e finalmente encontraram aqueles processos encantados que estavam caídos entre a mesa e a parede. Parabéns a todos os amigos que receberam os pedidos de exames e passaportes. Boa viagem aos que partem essa semana. Estamos na torcida para que a adaptação seja rápida.

Aqui em casa tudo está igual. A Iris continua viajando, o que significa que continuo cuidando de cachorro, com a barba cada vez maior e de saco cheio de tudo. Desânimo total, sem estímulo para trabalhar. Chego no trabalho já fazendo contas para saber quanto falta pra hora de ir embora. Só quero que os dias passem rápido pra Iris voltar logo e podermos ir embora de vez!

Um abraço a todos.

Até a próxima.

Sempre tive a impressão de que ao receber o visto seria só apagar as luzes e fugir daqui, mas agora que o visto está na mão vejo que infelizmente não é tão simples. Tanta coisa pra pensar, tanta coisa pra decidir…

Continuo com a mesma certeza de antes de que é isso que quero e, apesar das várias preocupações (naturais) em relação a minha chegada em terras geladas, não vejo nenhum motivo pra não mergulhar de cabeça nesse projeto.

Minha preocupação continua sendo a mesma de antes: a Iris. Agora a nova preocupação dela é com a negação de meu pedido de licença. Ela está receosa por eu ter que pedir demissão. Eu, desde o início, cogitei essa possibilidade e sabia que poderia ser negada a licença, mas parece que ela não contava com isso. Agora está com mais medo que antes… Se voltar para o Brasil é o plano B (se depender de mim é o plano Z), não vejo porque alterar o plano original.

Procuro ver o lado bom disso tudo. Agora temos menos uma “muleta”, menos uma coisa que incentive nossa volta em caso de dificuldade, Afinal, se estarei desempregado de uma forma ou de outra, que seja desempregado no Canadá.

Abraço

Finalmente, depois de muito tempo, volto a escrever alguma coisa no blog.

Como o Daniel mesmo já falou uma vez, sou a responsável pelo caderno de turismo.

Então vamos lá!!

Fiz o landing e estou em Toronto. Vim de um congresso em Boston e ficarei por aqui uma semana. A intenção é mesmo de decidir onde ficar, pois até agora não temos isso definido. Começamos pensando em Edmonton, depois Montreal, voltamos a Edmonton e agora Toronto. Na verdade, Toronto não era uma opção para a gente, mas por ter mais pessoas conhecidas, e sabendo que isso pode pesar no processo de adaptação e networking para conseguir um emprego, Toronto se tornou uma opção.

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Bem, estando aqui lembrei porque Toronto não era uma opção! O que estamos procurando é um lugar diferente do que temos, queremos nos sentir em um lugar mais aconchegante! E toronto tem cara de São Paulo! Não sei se é porque por enquanto não saí de downtown, mas o q vi foi muito pedinte na rua. Umas figuras assustadoras! Daniel diz que pode ser por eu ter vindo de Boston que é uma cidade menor. Se for isso, é disso que preciso. Uma cidade que tenha tudo, que seja charmosa e aconchegante!

Ontem, por exemplo, andando na rua a noite, levei susto várias vezes. Uma delas foi quando, ao pensar entrar em uma loja para comprar um guarda-chuva, vi uma figura estranha do lado de fora que se aproximou muito de mim, e fez sinal para outro que estava dentro da loja. Foi o suficiente, fui embora! E outra foi um ser que veio me pedir informação em uma esquina com uma das mãos dentro do casaco e a outra esticando em minha direção. Não tem jeito, sei que sou traumatizada, mas sinto a adrenalina se espalhando pelo corpo inteiro e até a pupila dilatando! É engraçado que deve ficar escrito no meu rosto:  Estou com medo!

Mas por outro lado, foi ótimo chegar e poder ligar para pessoas conhecidas e receber as Boas Vindas!

Hoje andei novamente pela cidade. Andei muito!! Conhecendo a vizinhança. Aproveitei e fiz o SIN (Social Insurance Number). Já recebi o número na hora. Depois eles mandam o cartão para o endereço solicitado. Outro documento importante que vai para o endereço solicitado é o cartão de residente permanente. Sem ele não podemos entrar novamente como residentes.

Voltando às impressões, acho que mesmo sabendo que é uma cidade mais segura que o Rio, não basta saber, temos que sentir isso. Não quero fugir do Rio desesperadamente fantasiando o canadá um lugar maravilhoso. Quero sentir isso, infelizmente ainda não senti isso onde estou. Mas tudo ainda pode mudar, tenho mais lugares nos arredores para conhecer. E como falei antes, o networking conta muito!

Se realmente nada nesta cidade agradar, podemos partir para outra. Afinal, o mais importante já temos: O VISTO!!! Temos a opção de escolher!!
Prometo mantê-los informados!
Obrigada pelas visitas no Blog e se quiserem deixem suas opiniões. Adoro os comentários!
Beijos

Depois de 2 anos na espera pelo visto meus dias estáo voltando ao normal. Há 3 dias não consulto as Timelines, há 2 não abro a caixa de correio. Até o blog que estava “bombando” dias atrás está tendo menos acessos. Tudo está mais devagar.

Precisamos começar a planejar nossa ida, preparar nosso “garage sale”, mas por enquanto estamos apenas saboreando esses dias sem preocupação, sem ligações, e-mails para o consulado ou perseguição ao carteiro.

Em breve nova paranóia se instalará em nossas vidas e ocupará nossos dias, mas enquanto não chega esse momento vamos aproveitando esses dias vazios…

Passada a ansiedade da espera pelo visto começam as novas preocupações a “pipocar”. Coisas pra vender, tentar negociar uma licença no trabalho, procurar emprego…

Argh, procurar emprego!!! O que é isso? como funciona? Essa é uma experiência nova pra mim. Meus 4 primeiros empregos me procuraram, minha ação foi só aceitar. Depois disso vieram dois concursos públicos… Pela primeira vez terei que procurar emprego. O que me assusta ainda mais é fazer isso em outra língua, outra cultura, outro país, um lugar onde universidades e empresas daqui não valem nada. Tempo de recomeçar…

Estou começando a me assustar com isso tudo, mas vamos em frente. Em breve anuncio aqui o nosso Garage Sale.

Abraço,

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